quarta-feira, 11 de abril de 2012

Fragmento do que nunca foi dito...


Nunca te direi dos versos
Dos versos soltos no vento
Do vento solto no espaço
Do espaço que não me cabe
Nem porisso me acabe
Nem me falte
Nem me multe
Mas se quiseres, me insulte
Por eu não te dizer dos versos
Que completamente imersos
Flutuam no universo
Do amor que não contido
É fragmento reduzido
Em um poema tão modesto

sábado, 7 de abril de 2012

Meu EU independente...

Descobri nos ângulos dos ponteiros
Que não possuo independência
Sou movido pelo tempo [e seus ausentes]
Num discurso que sempre faço
Avulso, diga-se de passagem
Refém da saudade e do medo
Visto-me do sentir incontido
E o meu eu independente
O amor, visionário inconsequente
Me diz que nunca deixarei de tê-lo.

sábado, 17 de março de 2012

Os traços dos teus olhos...


Nas covas desnudas do teu sorriso
Comprimidos pela felicidade
Teus olhos se rendem em parte
Mostrando, timidamente, seus traços

Do alvoroço que vislumbra tal deleite
Sorri mais que o necessário
Admirado por completo do teu sorriso
E do encanto, tolo, vi-me apaixonado

Acariciei calmamente teu rosto
Perdido um pouco, pela perfeição
Nos traços amorosos dos teus olhos
Refugiei os meus cativos de afeição...

segunda-feira, 12 de março de 2012

A poeira do suvenir...




Vidente mergulhado na ampulheta
Crescia em seu peito o medo
De que o tempo parasse ligeiro
No que ele não viu do futuro

E nesse vão pesadelo
Cuspiu no vidro quase certeiro
A verdadeira face do vento
Que deixara na parte de cima
O resto da vida, a poeira.

Assim, fez-se o tempo acabar
Os últimos grãos de areia
Daquele mísero suvenir...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um amor que seja bom pra mim...

Deus talvez já tenha me reservado alguém... Sim, alguém que deixei em meu coração, mas esqueci de colocá-la ao meu lado... Destes últimos dias tenho guardado tantas coisas boas... Um sorriso em particular. Um olhar em particular. Uma voz em particular. Sim, venho guardando tudo isso, esperando que não me aconteça a desilusão do amor... Pisando firme no chão, procurando os defeitos para que não seja perfeito, mas seja duradouro. Para que não seja sempre lindo, mas seja constantemente bonito. Já me preocupo com o sentimento em demasia que me consome. Me preocupo com o tempo que perdi sem confessá-la os meus planos, dos meus sonhos, dos segundos em que nossos olhares e sorrisos permanecem estáticos. Confesso-vos que a admiro sempre, sempre que ela desvia o olhar, para que não me ache muito bobo, ou talvez, muito apaixonado... Confesso-vos também que o Fernando Pessoa me apareceu de repente fazendo mais sentido do que sempre fez... Resta-me orar e permitir que sejamos felizes. "Afinal, se coisas boas se vão, é para que coisas melhores possam vir."

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Alquimia diária...

Da claridade que tanto dilatara a pupila
Vazou cadente uma sombra ligeira
Penetrou na retina que como peneira
Sugou o medo do escuro vão abstrato

Caiu do despenhadeiro o moço inquieto
Com medo do escuro que a claridade lhe trouxera
Moveu seus pés ao vento pobre da miséria
Sorriu da morte, que não lhe fez cortesia

Abriu em seu peito a fome, uma cratera
Da alegre luta de ser pobre
Preferiu seguir à luz da humildade
Do que à sombra traiçoeira da riqueza.

sábado, 28 de janeiro de 2012

A nova vizinha...


Todas as tardes, em minhas desventuras em direção à padaria ou indo à casa de meus amigos, sempre passei naquela calçada. Sempre olhei para o lindo jardim dos vizinhos. Não que me causasse inveja, era só por achar bonito mesmo. Eu nem tentava cuidar de um jardim, achava muito despendiosa essa tarefa. Um dia desses um carro de mudanças chegou trazendo novos móveis, novos moradores e uma nova flor ao jardim. Não digo literalmente, mas era a moça que viria todas as tardes cuidar daquelas flores que tanto admirei. Não sei o que mais me encantava, se eram seus cabelos caindo por cima dos olhos, seus lábios gordinhos, tua sobrancelha levemente inclinada ou sua delicadeza com o jardim... O problema é que agora eu passava na calçada, dava um oi pra flor, digo, pra moça, mas as outras eu esquecia, não me chamavam tanta atenção. E essa moça foi me cativando com seus breves acenos, breves sorrisos e breves olhares... Chegou ao ponto de eu suplicar à minha mãe que me mandasse à padaria ou à casa de alguém que morasse depois da casa da vizinha todos os dias!
Após dois dias que não a via, decidi perguntar porque ela faltou com as flores, e talvez, conhecê-la mais um pouco. Fui pela manhã na casa da moça e um rapaz atendeu a porta, possivelmente seu irmão mais velho.

- Olá, eu gostaria de falar com a... menina do jardim... Não lembro o nome dela, mas sempre conversamos quando passo aqui. - Me senti meio constrangido em nunca ter perguntado o nome dela e ter que mentir assim.
- Ahh, você está falando da Juliana? - O rapaz parecia meio abatido.
- Siiim, Juli, exatamente, ela está? - Avancei na minha cara-de-pauzisse.
- Ela veio morar aqui por um tempo, sabe, mas teve que voltar pra Porto Alegre, pra casa de nossa mãe.
- Ok. Ela volta quando? Sabe dizer?
- Não sei. Ela apenas pareceu estranha e deixou um bilhete para eu entregar ao "garoto dos pães". Sabe quem é esse? É você?
- Sim. - Fiquei sem saber o que dizer. Aquela moça, a maior motivação dos meus dias, lembrou de mim!

O irmão da Juliana trouxe-me o bilhete e fui embora, agradeci-o pela hospitalidade. Mais tarde tornaríamos grandes amigos. Ao chegar em casa, abri o bilhete, percebi um perfume de flores, talvez o próprio perfume da moça das flores. E nele haviam as seguintes palavras:

"Oi garoto que gosta de comprar pães todas as tardes, ou simplesmente de passar na frente da casa do meu irmão. rsrs... Espero que você tenha vindo me procurar, ou então nunca irá ler essa carta. Gostaria de deixar uma tarefa simples pra você. Converse com meu irmão e cuide das flores por mim. Tive que voltar pra casa pra começar um tratamento, embora não terei muito tempo. O médico disse que seriam algumas semanas, ou um mês talvez. Mas a doença que possuo é rara, talvez sem cura. E há algo que preciso te contar mais que tudo: me encantei demais com você. Guardarei todas as tardes em meus pensamentos, até meu último dia. Cuide das flores por mim, moço dos pães, como cuidaria de mim. Talvez eu não volte."

Após ler este bilhete, demorou um pouco para que a "ficha caísse" realmente. Algumas lágrimas caíram do meu rosto, evidentemente. Nem porisso deixei de todos os dias ir à casa do Jeferson, irmão da Juliana, cuidar das flores que foram cúmplices do que sentíamos... Embora algumas vezes eu às regasse com minhas lágrimas incontidas. A moça das flores... Ela não voltou. Mas cada flor que desabrochava diminuia a tristeza e o tempo que perdi e poderia ter usado para ficar ao lado dela.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

UM DIA NORMAL...

Acordei normalmente, com minha irmã mal-educada conversando em voz alta com minha mãe na cozinha lá pelas 9:30hs. Quando tenho coragem e estou com muito sono eu grito "cala a boca, fala baixo!!!", mas hoje tive preguiça e me levantei mesmo. Fui tomar café na sala assistindo normalmente Ben 10 ou Hot Wells, mas havia uma amiga da minha irmã na sala. Ela poderia achar "um cara de 21 anos assistindo desenho... Quanta infantilidade.", então fui pro computador tentar fazer meu relatório da facul acompanhado de salgados que restaram de ontem, um Club Social e um copo de iogurte (comida de macho!).

Como normalmente faço, deixei as janelas do word abertas e fui olhar minhas redes [anti]sociais. Fiquei nelas manhã e tarde, almocei na frente do pc, e adiei novamente o término do relatório. Fiquei feliz que a bela Lara Oliveira (do Memórias Escritas) me aceitou no Face, apesar que ela já tem mais de 800 amigos por lá! Às 16:30hs fui à academia, malhei perna, não falei com ninguém, mesmo já estando por lá há uns 3 anos... Não vou com a cara de muitos por lá. Cheguei em casa correndo, eram quase 6 horas, pra ver a linda da Bia Arantes, que faz a Aléxia de Malhação... E eu assisto mesmo, não apenas pra vê-la, mas também pra ouvir Frejat, Marcelo Camelo, Criolo, e algumas bandas americanas bem legais (a trilha sonora é boa!).

Após esse dia normalmente metido a adolescente, fui pra Igreja encontrar amigos e participar de uma reunião (aliás, duas reuniões, simultaneamente!). Conheci uma moça bem legal e bonita, aparentava ter uns 20 anos, mas me disse que tinha 17. Isso que é complicado nas mulheres... Umas tem 20 com jeitinho de 15, outras tem 15 com corpo e mente de 20. Enfim, 22hs já estava em casa, lidos alguns versículos bíblicos, cozidos alguns ovos e de volta ao computador e ao relatório.
Esse foi o dia 25/01, ontem, um dia comum.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Viver empírico...

Ame até não viver mais
A vida sem amor é existência
E existir não tem graça...
Sorria de sua tristeza
Assim ela vira piada
E não fará mal...
Levante-se se não dorme
Assim o sono irá te buscar
Já que você desistiu dele...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O inexplicável do amor...

Talvez eu devesse reduzir esse post ou não escrever nada. Sim, pois o amor é inexplicável... E tentar explicá-lo só o torna ainda mais confuso... E essa confusão que torna o amor tão bom, tão diferente das outras coisas, dos outros sentimentos... Quando não retribuído, te faz insistir e desistir ao mesmo tempo. Te faz sorrir e chorar ao mesmo tempo. O amor te faz fingir... ódio, raiva, fingir irritação... O amor te faz refém de alguém que é seu refúgio e não seu cativeiro! Até pensa-se em fugir, mas é tão bom, tão gratificante, que a fuga seria uma tristeza, bem mais do que uma derrota! Nem adiantam suas palavras, suas atitudes, seu sorriso... O amor por si só já basta, já prova o que se sente. Dele que surgem tais consequências... Sim, palavras, sorrisos, atitudes (telefonemas, mensagens e blá blá blá) não são formas de alcançar um amor, pois quando utilizados em demasia já são consequências, já é tarde demais, o amor já está presente a bastante tempo! O amor e suas consequências... Aliás, nenhuma delas é ruim, pois amor não implica reciprocidade, embora também implique sofrimento! Os que amam são mártires... Ahhh sublimes mártires do amor, sei como se sentem. Sentem-se bem, sentem-se enganados, sentem-se fortes, sentem-se humilhados... Talvez não devesse um sentimento desses humilhar tanto o homem... Mas talvez se não o humilhasse, o homem não reconhecesse a grandiosidade de amar.

Bom, estou com muita inspiração ultimamente, mesmo não querendo atualizar o blog constantemente... Mas é que o amor me chamou, e cá estou. Rsrs... Até mais galera, minhas aulas só voltam em março, vou curtir muito esse verão! Fiquem com Deus!