É nesta geladeira de palavras que conservo o que sai dos meus pulmões. O que expiro, não como um ar qualquer, mas como um ar de amor.
domingo, 5 de agosto de 2012
Do poço que emergia esforço...
Era uma cratera funda, cheia de musgo nas paredes.
Apesar dos musgos, haviam calços. Ele achou impossível subir até
determinada altura e não cair. Mas como não havia a opção “permanecer”,
resolveu subir. E caiu. Tentou novamente, caiu novamente. Tentou várias
vezes e caiu várias vezes. Já havia muito musgo e restos de folhagem no
chão, tanto que amorteciam a queda. As paredes estavam àsperas, pois
todo o musgo foi retirado. Tentou mais uma vez, sem medo de morrer, e apesar do cansaço, alcançou a luz.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Fugimento para realizagens não-cotidianescas...
Galera, irei me ausentar por um mês mais ou menos... Tenho que me dedicar aos relatórios e monografia deste final de curso. Espero a compreensão de todos, e quando voltar, irei visitando o blog de vocês, não se preocupem! ^^, Abraços!!!
Que este tempo ausente
Faça o sentir tão latente
Que deturpe minha mente
E me conduza feroz à frente
De um poetizar cadente...
quarta-feira, 13 de junho de 2012
O amor e seus cuidados...
- No dia em que surgir alguém melhor do que eu em sua vida, me avisa tá?
- Aí você vai bater nele até ele morrer?
- Não, não. Vou parar de querer você comigo. Vou deixá-lo cuidando de você.
- Aí você vai me abandonar?
- Sim… se você quiser alguém melhor do que eu.
- E se ele não for realmente melhor que você? E se ele me fizer mal depois?
- Aí eu vou baixar uma vídeo-aula do UFC, vou treinar box, caratê, judô, muay thai, jiu jitsu, taekwondo, sumô e paintball... Depois vou ter uma conversinha séria com ele. E vou me bater também, por ter sido idiota de te deixar nas mãos de outro cara.
- Aí você vai bater nele até ele morrer?
- Não, não. Vou parar de querer você comigo. Vou deixá-lo cuidando de você.
- Aí você vai me abandonar?
- Sim… se você quiser alguém melhor do que eu.
- E se ele não for realmente melhor que você? E se ele me fizer mal depois?
- Aí eu vou baixar uma vídeo-aula do UFC, vou treinar box, caratê, judô, muay thai, jiu jitsu, taekwondo, sumô e paintball... Depois vou ter uma conversinha séria com ele. E vou me bater também, por ter sido idiota de te deixar nas mãos de outro cara.
domingo, 10 de junho de 2012
Casamento às avessas...
Eles não se conheciam. Só se conheceram por uma conversa pelo celular que
seu amigo teve com ela. E sem nunca tê-la visto foi logo se encaixando na
conversa: “cabeção, pergunte-a se ela quer casar comigo!”... E ela terminou
aceitando! No começo algumas fotos do (finado) orkut já o encantavam. Depois
algumas conversas no msn. De repente eles já brincavam de se chamar
"marido" e "esposa". Eles pararam de se falar por um
tempo... Terminaram se separando... Aí ele passou a chamá-la de exposa (forma
contraída de ex esposa). Logo depois acabaram com o divórcio e voltaram a ser
marido e esposa, creio que pelo msn... E chegaram a conversar por webcan quando
ele, novamente, invadiu a conversa do cabeção com ela. Parecia que o destino
queria vê-los juntos.
Mais tarde, um cineminha marcado (para conversar sobre o casamento
inusitado)... Um cineminha que nunca aconteceu! Ele deveria acontecer, pois
haviam começado pelo “final feliz” das novelas... E deveriam começar tudo de
novo, agora se conhecendo, namorando e noivando ANTES de casar! O pior era
saber que ele planejara todos os passos de como roubaria ou pediria um beijo a
ela durante o filme! Parece algo estranho, mas ele nunca havia beijado a sua
esposa! Na primeira tentativa do encontro no cinema ela adoeceu, na segunda
choveu forte e resolveram adiar novamente. Na terceira foi a vez dele adoecer!
Depois não houve quarta, eles adiaram, mas sem data estabelecida. E foram se
afastando... Parecia que o destino não queria vê-los juntos.
Muitos meses depois, casualmente, ele a viu sentada à algumas cadeiras
dentro do mesmo ônibus que ele. Parecia que o destino não desistiria tão fácil deles
dois! E mesmo meio na dúvida se era a sua "sumida esposa", foi lá na
frente, perguntou seu nome, o qual, vejam só, ela confirmou. E delicadamente
foi sentando ao seu lado e dizendo "com licença, sou seu marido e
precisamos conversar". Depois de algumas gargalhadas dos mesmos e de
alguns olhares das pessoas na cadeira da frente estranhando, eles puderam
conversar neste primeiro encontro, dentro de um ônibus! Parecia que o destino
queria vê-los juntos.
O tempo passou e eles novamente se afastaram (sem divórcio dessa vez). Depois
o marido soube pelo orkut que sua esposa estava em um namoro sério. Então foi
atrás dela novamente, como um instinto de amor que ele ainda não descobrira. E
para sua surpresa era apenas uma brincadeira dela com outro amigo. E então
decidiu marcar de ir na própria casa dela. E dessa vez deu certo, quase que não
se despediam mais. Porém, se distanciaram novamente... E assim a história deve
continuar... O destino quer vê-los juntos ou não?
terça-feira, 5 de junho de 2012
Recordações dos meus presentes...
Eu tinha uma coleção de bolas de gude. Certa vez minha mãe disse "menino, porque tu guarde isso? Tu não é mais criança". Eu disse que queria guardá-las para brincar com meus filhos e dizer "essas bolinhas eram do tempo que papai era da sua idade". Deixei só as mais raras, a maioria eu joguei fora.
Eu tinha uma coleção de cartões telefônicos. Certa vez meu pai perguntou "rapaz, por que tu guarda isso?" Eu disse que não sabia e terminei jogando fora. Deixei só os mais legais.
Eu tinha uma coleção de amores. Certa vez meu amigo disse "viado, pára de lembrar dessas meninas que te fizeram sofrer, porra". Eu disse que ele estava certo... Esqueci quase todas, só fiquei com a mais linda, rara e especial.
Agora eu tenho uma coleção de poemas que faço para o meu amor. Hoje ela descobriu e perguntou "por que tantas frases lindas?". Eu disse que era minha mais nova coleção. Ela me beijou e foi brincar de bola de gude com o Rafa, nosso filho lindo, no chão da sala. Aliás, no chão que estava muito bagunçado com os cartões telefônicos do papai que ele também fez questão de espalhar.
Eu tinha uma coleção de cartões telefônicos. Certa vez meu pai perguntou "rapaz, por que tu guarda isso?" Eu disse que não sabia e terminei jogando fora. Deixei só os mais legais.
Eu tinha uma coleção de amores. Certa vez meu amigo disse "viado, pára de lembrar dessas meninas que te fizeram sofrer, porra". Eu disse que ele estava certo... Esqueci quase todas, só fiquei com a mais linda, rara e especial.
Agora eu tenho uma coleção de poemas que faço para o meu amor. Hoje ela descobriu e perguntou "por que tantas frases lindas?". Eu disse que era minha mais nova coleção. Ela me beijou e foi brincar de bola de gude com o Rafa, nosso filho lindo, no chão da sala. Aliás, no chão que estava muito bagunçado com os cartões telefônicos do papai que ele também fez questão de espalhar.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A moça do perfume doce...
Eu a vi hoje cedo, com seu vestido azul, cheio de florzinhas amarelas... Era sim um vestido lindo, típico daquelas meninas doces e bem comportadas, dignas de um casamento eterno. E o formato de seu corpo era tão discreto, suas curvas eram tão harmoniosas que me seduzia sem precisar de exagero nenhum. E quando ela andava contra o vento, que maravilha! Seus cachos saltitavam nos seus ombros, e alguns até voavam, fazendo bungee jumpings mais lindos do mundo! E quando ela passou do meu lado então? Nossa, que perfume delicioso, tive vontade de acompanhá-la até a mercearia do seu Pedro, mas quem disse que a vergonha deixava? Fui nada, fiquei esperando ela voltar, que eu sou besta. E quando ela voltou, vocês não adivinham o que foi que eu fiz? Isso mesmo, não fiz nada pela segunda vez. Fiquei só olhando ela passar, abestalhado como sempre. Aí vem o mais surpreendente... Ela me viu! Sim, me viu quando passou, olhou por cima dos ombros, voltou e perguntou o que eu estava fazendo. E sabe o que respondi? Estou fazendo nada. Então ela sentou do meu lado, no batente da minha porta e disse: "posso ficar aqui um pouco, fazendo nada contigo?"
sábado, 26 de maio de 2012
Pequena insólita...
Essa menina que teima em negar nossa felicidade... Não sei o que faço com ela... Quero colocá-la no meu colo, dar uns beijinhos, passar horas sorrindo feito bobo ao lado dela, ao redor dela, em cima dela, em baixo, dentro, fora, como for! Mas como? Ela não deixa, ela nega, faz drama, reclama e se esconde. Às vezes tenho vontade de dar o fora, meu coração pede isso! Poxa, já me iludi tanto e não aprendi? Será possível que não haja uma só criaturinha tão terna e tão amável? Eu procuro tanto e só acho menina sem graça, cética, ou que fuma, ou que bebe cachaça... E se eu ficar com outras e essas me suprirem? Será que essa menina será feliz com alguém que não a ame tanto? E logo eu que não fiz plano algum, só disse que queria ser feliz com ela! Custa muito ela pedir "vem me ver"? Custa muito ela saber que outras estão a me querer? Enquanto eu morro sem saber e ela continua com essa infantilidade, vou continuar jogando pokémon no meu pc...
terça-feira, 22 de maio de 2012
No interior do meu coração
Desceu um vento duma brabeza desgraçada
Lá pras banda da ladeira de São Pedro
O sino da capelinha lá na praça badalô sozin!
Até os cabrito de dona Lurde avoaram
E foram parar no pé de Algaroba da mãe do Zé
E o Zé todo afobado: “Vixe Maria, aqui tem um pé de Cabrito,
mãinha!”
E os menino meteram pedra pra derrubar os danado dos cabrito
maduro...
O vento ainda meteu terra nos zóio do goleiro do meu time
Que, aperriado, levou uma topada n’uma das trave.
Só vi o Damião jogando longe a danada da pedra. Oh, Damião
véi doido!
Aí o jogo acabou, e fui vê minha frorzinha de algodão
Ela tava tão bunita na calçada de vó
E seu cabelo formoso avoava com o vento, a coisa mar linda
E o vento safado, ainda por cima levantô a danada da saia de
minha flô
Vó na cadeira de balanço nem ligou
E eu mais os menino até achamo que era a Merili Morrou.
Na verdade néra não, quando ela me viu deu um pinote
E eu, dei uma carreira, ganhei um bejo e um abraço do meu amô!
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Dos sublimes reencontros...
As mulheres nas ruas, as garotas nos shows, as
gostosas da praia... Todas elas não me fazem falta, não me interessam e não me
chamam mais um pingo de atenção... Não me tornei gay, padre ou assexuado...
apenas te conheci. E por ter te conhecido, amei demais, nem tive tempo para me
apaixonar, já fui logo pulando pra parte do amor. E assim, com tanto amor, te
peço que não me venha menina se não for com amor, pois já sabe o que faço... Te abraço e não te
largo nem por decreto do presidente assinado... Aperto teu nariz, acaricio tuas
sobrancelhas, aliso teus cabelos... e depois os assanho com minha barba mal
feita... E faria até mais se também confessasse que me ama. Por isso te peço:
não me venha menina, não me venha se não me ama.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Mesmo quando...
Te amo e te amava... mesmo quando amavas outro, quando me desprezava, quando me procurava sem eu querer, quando me substituía, quando abraçava outro, quando ria do meu sentimentalismo exagerado, quando não correspondia às minhas declarações, quando chorava por outro, quando me abraçava e eu te odiava, quando eu te abraçava e me odiava, quando sumia sem me dar motivos, quando voltava em segredo enquanto eu queria te esquecer, quando suplicava um beijo que não podia ser dado, quando sorria e me fazia te querer, quando mentia o teu próprio querer... E por tudo isto, eu também te odeio... com todo amor que eu tenho.
Assinar:
Postagens (Atom)

