terça-feira, 5 de novembro de 2013

DIA DESSES...



Dia desses eu comecei a entender o que a afeição de um casal significa. Carinho, atenção, cuidado, sorrisos... Essas coisas bem simples, sabe. Tudo isso me veio à tona após ser desafiado por uma pergunta sobre companheirismo, de certa forma, difícil. A pergunta foi a seguinte: Se você só pudesse escolher entre apenas sexo e apenas carinho, qual você escolheria para o seu relacionamento? Depois de refletir muito, escolhi carinho. Sim, sexo é fóda, oh my god! Mas haverá um momento que só isso não terá graça, ou então o casal não poderá mais fazer.  Já carinho a gente pode fazer até com o olhar. Outra coisa que eu percebi é  que romantismo demais enjoa, fica chato. Não que eu ache démodé, longe de mim! Acho fofo o romantismo de vez em quando, principalmente quando é inesperado. Romantismo em datas especiais é bom, mas é bom fugir das regras às vezes e aplicá-lo, por exemplo, numa segunda-feira à tarde, mesmo não sendo nenhuma data especial. E sabe um jeito bom de fugir das regras? Com sorrisos. Ah, prefiro um relacionamento engraçado a um relacionamento sério, viu. (literalmente falando). Nada como a criatividade boba para fazer as coisas darem certo, e nada como tirar um sorriso da pessoa que você gosta, principalmente nos dias em que ela mais negar felicidade. Da mesma forma que beijá-la quando ela negar afeto pode ser bom, mesmo ela te odiando por isso. Mostre que se importa, mesmo se ela não se importar...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SÓ MAIS UM DIA...

Eu não espero que dure um ano
Nem espero que dure um mês
Quero que seja cortês
E ouvir hoje um "eu te amo"

Não quero fazer planos
E nem criar expactativas
Quero que me veja em sua retina
E me ame, como a um andarilho cigano

Deturpe meus sentidos com seu riso
Caminhemos com passos seguros
Agora ouçamos o som do amor incontido

E se acabar agora? Terminarei feliz
Por tudo que me fez
E pelo tempo infinito que nos foi permitido

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Aqui jaz uma infância.

Caí do berço
Dentro de uma cova
Caí de frauda
Cova funda
O terno à espera
Ainda tentei subir
Mas já havia perdido
O ar que neguei
Do tempo que perdi...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

MAIS UM XÊRO...

Até certo tempo o amor era um estranho. Além de estranho, assustador. "Longe de mim o amor, meu senhor. Longe de mim, por favor!". Hoje ecoa sobre os quatro cantos do meu coração. Tem um som agradável, uma melodia que traz paz. Sim, quase me matou, e daí? Não morri, aqui estou. Gostaria de confessar que estou com medo. Óbvio, o amor surge como uma paixão que vai sendo peneirada. Cada dia que passa parece um último suspiro, uma última prece...  principalmente quando se já conhece o bastante sobre suas artimanhas. Ora, hoje acordei e pensei "será que minha oxitocina ainda está elevada? E minha serotonina?". Acordei pensando também "será que já enjoei dela? Será que enjoei de tantos mimos fofos?". Sabe, esse medo diário de que o amor suma de repente sem deixar bilhete do lado da cama, ou na porta da geladeira, me assusta bastante. Mas que surpreso eu fiquei ao acordar e o amor continuar ali no mesmo lugar. E mais um dia, e uma semana, depois outra, e aumentando... e vai ficando... e a gente ficando. Até que o medo se vai e a confiança impera. O ciúme aumenta, mas às vezes pára. E, quando menos espero, você vem e me pede um xêro.

Obs.: No Nordeste, "xêro" ou "xero" equivale a um beijo, ou um cheiro (do verbo cheirar mesmo), principalmente no "cangote" ou na boca. "Cangote" é a parte entre o pescoço e o ombro.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Do inferno ao céu...

O inferno é não amar
Não ver o mar
Não viajar

O céu é ter amor
Pagar de cantor
É ver nascer a flor

O inferno é esperar
Negligenciar
Não se entregar

O céu é sorrir
Ao ver a chuva cair
O coração abrir...

sábado, 8 de dezembro de 2012

Andando distraído me tornei um ex-romântico...




É desesperador quando se fecha os olhos e não lhe vem o sorriso da pessoa que por anos foi um grande amor. É ensurdecedor o grito de seu cérebro aflito em busca de algo para se apoiar. Não falo de um amor divino, pois este continua sendo o meu porto de descanço espiritual. Falo dos amores terrenos, perdidos em meio ao nosso egoísmo diário.


Somos hipócritas demais, e acho graça disso. Acho graça porque enquanto eu reclamo por alguém que eu gosto e não me quer, existe alguém que eu faço questão de me afastar, mesmo sabendo de seus sentimentos por mim. E tem mais... Não quero saber, pois se não amo, não há nada injusto no meu não querer. E se a pessoa que gosto não me quer também, não há nada de mau nisso, embora não me impeça de mandá-la ir se ferrar. E quem não me ama também deve dizer constantemente "foda-se Hugo"... Eu sei, o amor não-recíproco é uma merda...

Foi no meio desse jogo sujo de tentativas e erros, dessas flechas filhas da mãe que um cupido desgraçado não acerta, dessa corrente de gostar do que está na frente sem olhar pra trás, que fui perdendo a fé no amor. Porra de amor.. Escrever poesia é muito bom. Amar não é, amar é fóda. É como dar um tiro no próprio pé e sair gritando eufórico de felicidade para encobrir a dor.

Hoje em dia não mais me vejo apaixonado. Aliás, se me verem apaixonado por aí, tratem de jogar um tijolo na minha cabeça ou me internar em um hospício. O amor é uma loucura. Mais que isso, o amor é um AVC, um acidente vascular cerebral. Chega de repente, mesmo com sua prevenção, mesmo com sua vida normal. Surge do nada e pode até te matar.


domingo, 18 de novembro de 2012

SORRISO INCONTIDO...

Sorriso deflagrado em sentimento puro
Que de tão ardente
Retirou-me a pele do receio escudo
Implodiu o medo
Libertando de um cárcere o beijo
E no segundo ato, digo, sorriso
Mostrava-me o mais terno alívio...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O simples cativo.

Na primeira vez que te vi, tu estavas bonita e produzida, como um atriz de tv. Na segunda vez, estavas bonita e doce, bem arrumada com um vestido florido. Na terceira vez que te vi, tinhas acabado de chegar do trabalho e estavas linda depois de um dia cansativo de trabalho. Na quarta vez, estavas com cabelo bagunçado, camiseta surrada e short simples, molhado por causa das roupas que estavas lavando. Estavas estupidamente e irritantemente linda daquele jeito. Foi aí que me apaixonei.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

DE MULHER À MENINA...

A menina caía sobre meus braços, despertava meus sorrisos e minha preocupação. A menina bagunçava seu cabelo e conseguia ficar ainda mais linda. Como era possível? Bagunçada, desajeitada e cada vez mais linda! E ela também sorria bastante... Até que ficou séria de repente, falou sobre política e sentimentos [a falta deles]. Depois a mulher se cansou e voltou a ser a menina que se lançava sobre meus braços... tentando medir a intensidade, não da minha força, mas do meu riso.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

ENAMORADOS

Surgiu em minha vida como a água que brota nas areias do deserto mais tórrido. E de tão preciosa, achei que fosse ilusão. E de tamanha ilusão, achei que eu não vivia mais. E nesta morte momentânea, me precipitei em intensificá-la. E nos beijamos. E a água que brotara no deserto matou minha sede [e me cativou] ternamente.