- Esse show foi o melhor que eu já fui, não conheci ninguém em especial lá, mas foi por causa desse show que eu cheguei até você, ou melhor, que você apareceu no meu caminho... Se eu não tivesse ido, não teria tirado aquela foto com cara estranha, e então você não teria visto uma foto marcada no perfil de um amigo nosso em comum e não teria me adicionado.
- Tinha que acontecer isso tudo ou eu nem saberia que você existe. Nem sei se é o destino... não sei... acredito muito nisso. Foi algo inesperado e uma das coisas mais incríveis que aconteceu comigo nesse ano.
É nesta geladeira de palavras que conservo o que sai dos meus pulmões. O que expiro, não como um ar qualquer, mas como um ar de amor.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
ENTRE A INTENSIDADE E O RECEIO...
Caros leitores, Shakespeare já nos alertara que nossas dúvidas são traiçoeiros e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar se não fosse o simples medo de arriscar. Há um abismo que separa os sonhos da realidade, mas um abismo amortecido de colchões de ar, espumas e nada mortal. Temos de cair, mas não é cair em busca da morte, mas cair em busca da vida, do amor. A ideia dos sentimentos mais fortes não é simplesmente atravessar o abismo, é cair primeiro em busca das emoções. Geralmente temos esse receio após passarmos por decepções amorosas... e eu que o diga, já tenho até um livro em construção sobre decepções amorosas. rsrs. Tenho esse receio, confesso. Digo isso porque essa semana cheguei na beira do abismo de mãos dadas com a aquariana, olhamos para baixo, nos assustamos, e soltamos as nossas mãos. Recuamos. Conversamos e conseguimos nos dar as mãos novamente. Acabei descobrindo que por mais que tenhamos maturidade e controle sob nossos sentimentos, eles não são o carrossel do parquinho. Nossos sentimentos são a montanha-russa do maior parque de diversão. E é difícil manter o equilíbrio. É difícil perceber que encontrou alguém bastante especial e no dia seguinte achar que a pessoa não é tão especial assim. Porém, é quando os dias vão se passando e as conversas continuando, que percebemos que realmente não se pode tomar decisões a partir dos dias ruins e nem dos dias bons. É preciso analisar tudo. E foi nesses últimas dias que estou começando a perceber que encontrei alguém diferente, capaz de não desistir fácil das coisas, mas com os mesmos medos tolos que eu. Precisamos confiar mais em Shakespeare e menos nas nossas dúvidas.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Um peixe encantado por um belo aquário...
De repente eram 3h da manhã, de uma conversa que durara horas. Era tarde, mas era difícil desligar o computador e ir dormir. Creio que seria difícil para qualquer pessoa que encontrasse alguém cuja conversa se encaminhasse cada vez mais amorosa. Amorosa em que sentido? Não sei. Era uma conversa sincera, despretensiosa (ou quase, talvez com as melhores pretensões possíveis), divertida. E o sono era forte, às vezes parecia vencer a curiosidade de querer conhecê-la mais. O sono perdeu várias batalhas, até vencer a guerra. Nos despedidos com um até logo, mas achei que a encontraria no dia seguinte. Logo após desligar o computador, relutei em ligar o celular e procurá-la novamente. Resisti. Fui dormir em paz, com um meio sorriso no rosto, como se eu tivesse descoberto algum segredo da felicidade ou a luva perfeita para a minha mão. Acordei com meu pensamento na aquariana, veja só! Você pode achar "own, que bonitinho!", mas não é. É assustador. Assustador porque poderia ser uma ilusão. Assustador porque ela era de outra cidade e era linda. E você talvez imagine o quanto mulheres lindas são perigosas!... Me lembro que marcamos de fugir para a Europa (uma brincadeira boba, mas que seria um sonho que eu gostaria e lutaria facilmente para realizar, caso ela aceitasse o meu amor e retribuísse de forma recíproca...). E aqui estou eu, ansioso, depois de um dia sem notícia da aquariana que me fascinou, esperando que ela apareça novamente e mande notícia. Preocupado com uma garota que não é minha, vejam só? Sorte minha é parecer que ela não é de ninguém. E talvez o leitor indague "Mas se ela é de outra cidade, talvez não dê certo". O que são 2h de viagem em detrimento de algo que possa terminar em um belo e duradouro final feliz? Nada... E o peixe nada. Nada pelo mar, enquanto apaixonado pelo aquário, imagina fazer morada e viver molhado em suas límpidas águas, contemplando a beleza de toda a transparência e profundidade que a aquariana demonstra ter.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Menina que en-canta
O que queres que eu te diga
Se os meus olhos já revelam tanto
Se meu sorriso é de puro encanto
O que queres que eu te diga
Andei por tantas vias
Tantas estradas esquecidas
Enquanto isso eu via
Você ali tranquila
Menina, calada, decidida
Sorrindo, maquiando a face triste
Caindo em pranto e rindo da vida
E meus dedos, calejados e insensíveis
Criam notas, se sacrificam
Para fazer sentir quem nada sente
Vejo teu medo soar no violão
Vejo tua vida se acalmar em minhas mãos
Enquanto toco, te procuro, admirado
Tentando tocar teu coração...
Se os meus olhos já revelam tanto
Se meu sorriso é de puro encanto
O que queres que eu te diga
Andei por tantas vias
Tantas estradas esquecidas
Enquanto isso eu via
Você ali tranquila
Menina, calada, decidida
Sorrindo, maquiando a face triste
Caindo em pranto e rindo da vida
E meus dedos, calejados e insensíveis
Criam notas, se sacrificam
Para fazer sentir quem nada sente
Vejo teu medo soar no violão
Vejo tua vida se acalmar em minhas mãos
Enquanto toco, te procuro, admirado
Tentando tocar teu coração...
A FUGA DO TITAN
O descalabro moral da civilização das pedras
Acordara quimeras erguidas sob um sol escaldante
Que rugiam em desafio ao mar, divino e quente
Partindo o casulo do mais sombrio medo
Sob ondas fortes, soltam-se as rochas
Um paredão mais frágil que a água
De tentações torturantes e secas lágrimas
Um Titan levanta e acorda a terra
Move-se como uma montanha inteira
Com gárgulas inquietos em seus ombros
Carrega para longe do mar um pesadelo
O medo da erosão que o pecado trouxera
De tentações torturantes e secas lágrimas
Um Titan levanta e acorda a terra
Move-se como uma montanha inteira
Com gárgulas inquietos em seus ombros
Carrega para longe do mar um pesadelo
O medo da erosão que o pecado trouxera
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Amor que chega atrasado...
Amor que chega atrasado
Sem pressa, sem pretensão
Sem ao menos um relógio na mão
De repente são duas horas
Sentado no canto, eu canto
Sentindo que perdi o tempo
Me lanço na imensidão
Da amargura de um amor frustrado
Furtado, agora jaz meu coração
Eu que demorei tanto para amar
Agora padeço por te ver em braços
Caindo em outros desembaraços
Pelo amor de um senhor
Com um relógio um pouco menos atrasado...
Sem pressa, sem pretensão
Sem ao menos um relógio na mão
De repente são duas horas
Sentado no canto, eu canto
Sentindo que perdi o tempo
Me lanço na imensidão
Da amargura de um amor frustrado
Furtado, agora jaz meu coração
Eu que demorei tanto para amar
Agora padeço por te ver em braços
Caindo em outros desembaraços
Pelo amor de um senhor
Com um relógio um pouco menos atrasado...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
GAROTA PRA CASAR...
Vi aquela garota correndo novamente pelo parque
Estava tão menina que me assustava
E tão mulher que me acalmava
Tão feliz que me ressuscitava
E tão triste que meu pranto estimulava
Tão graciosa que me enciumava
E tão modesta que me apaixonava
Era a mais bela contradição feminina que eu já avistara
Conduzia-me ao inferno com seu corpo escultural
E ao céu com toda castidade que se mostrava
Não era cruel e nem santa... Era, talvez, quase santa
Era a menina que os meus olhos cativou
Tornando-me propenso ao "martírio" [ para quem não ama]
De uma vida monogâmica, matrimonial
E de filhos a se esquecer os nomes.
Estava tão menina que me assustava
E tão mulher que me acalmava
Tão feliz que me ressuscitava
E tão triste que meu pranto estimulava
Tão graciosa que me enciumava
E tão modesta que me apaixonava
Era a mais bela contradição feminina que eu já avistara
Conduzia-me ao inferno com seu corpo escultural
E ao céu com toda castidade que se mostrava
Não era cruel e nem santa... Era, talvez, quase santa
Era a menina que os meus olhos cativou
Tornando-me propenso ao "martírio" [ para quem não ama]
De uma vida monogâmica, matrimonial
E de filhos a se esquecer os nomes.
AMOR PASSADO PRESENTE...
Tão sentimental quanto uma pedra
De amor tão reluzente quanto a sombra
O que sobra do teu mais terno sentimento
A dor saudosa, passado presente?
Nem o vento leve e frio
Nem as ondas calmas da tarde
O que de mais valioso eu trocaria
Por teu sincero abraço?
Ouço passos seus por onde passo
E sua face por rostos desconhecidos
Vejo todo amor por mim perdido
Em qualquer soneto despedaçado
Resta-me querer e escrever
Sem arder em febre e arrependimento
Que teu olhar era o de mais lindo encantamento
Entre todos os que tive de perder;
De amor tão reluzente quanto a sombra
O que sobra do teu mais terno sentimento
A dor saudosa, passado presente?
Nem o vento leve e frio
Nem as ondas calmas da tarde
O que de mais valioso eu trocaria
Por teu sincero abraço?
Ouço passos seus por onde passo
E sua face por rostos desconhecidos
Vejo todo amor por mim perdido
Em qualquer soneto despedaçado
Resta-me querer e escrever
Sem arder em febre e arrependimento
Que teu olhar era o de mais lindo encantamento
Entre todos os que tive de perder;
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
A MORTE DE UM GRANDE AMOR...
"Ela morria em meus braços. Estava distante, mas morria em meio a soluços, lágrimas de felicidade, e alguns bips chatos do celular. Morria enquanto eu confessava minha saudade e ela me dizia "vai dar certo, mô". Morria, mas vivia intensamente enquanto a ilusão do amor tentava manter viva nossa promessa de "juntos para sempre". Eu talvez não tivesse certeza disso na época, mas nunca encontraria alguém que me despertasse tamanho sentimento. Era única. Ainda o é, em meus pensamentos e em meu coração. A moça doce que foi o grande amor da minha vida não existe mais. Era o "grande amor" por ser intensamente recíproco, diferente de outros romances que tive, unilaterais. Tivemos de nos afastar na metade de Outubro de 2013, e, de repente, tudo muda... A minha pequena cedeu lugar a uma garota totalmente diferente, que não me deve mais satisfação, nem promessas. Talvez ela tenha tido amnésia e esquecido do quanto fomos felizes, não sei. Quem apostaria que aquela última ligação, no Natal de 2013, seria uma despedida e não um recomeço? Quem diria que após a velha melosidade "desliga você, não quero desligar" repetida várias vezes por ambas as partes, até chegarem ao fim todos os créditos e bônus, não nos telefonaríamos mais nenhuma vez? Não tenho certeza do que aconteceu, mas sei como pareceu. Foi como um bilhete deixado na porta da geladeira pela manhã, escrito "Não te amo mais, precisamos nos afastar. Beijos." Confesso-vos, caros leitores, de que deve ser o amor demasiado que ainda a prende em mim, por versos e por pensamentos, como um senhor de idade que se prende a sua senhora amada e vítima de Alzheimer, na esperança que ela possa lembrar de quem ele é e foi. Ou talvez a esperança do rapaz que vê sua jovem amada morrer (literalmente) de certa fatalidade e ainda reluta em acreditar na sua morte. Neste caso, não há amnésia, apenas o destino separando amores. De todo modo, sou refém do inconformismo de ver sua amada morrer e não saber o que fazer para reanimá-la."
(Invente um pseudônimo qualquer e me retire o fardo desta confissão)
segunda-feira, 21 de julho de 2014
O renascimento do amor
O amor é o que mais morre, incomoda e renasce
O matamos cruel e incansavelmente diversas vezes
Padecemos loucamente por vários meses
E retornamos sutilmente ao mesmo impasse
Ora, se o amor químico dura sete anos
Como eu poderia limitá-lo a um ano
Seria possível isto a um mero humano
Enganar-se de que não havia feito mil planos
Contudo, morre o amor com a mesma intensidade
Que sorrimos por tórridos instantes
E que a morfina desencanto nos é tranquilizante
Esquecemos finalmente do que fomos antes
Nos encantamos na rua por outro semblante
De repente, não existe mais qualquer saudade
O matamos cruel e incansavelmente diversas vezes
Padecemos loucamente por vários meses
E retornamos sutilmente ao mesmo impasse
Ora, se o amor químico dura sete anos
Como eu poderia limitá-lo a um ano
Seria possível isto a um mero humano
Enganar-se de que não havia feito mil planos
Contudo, morre o amor com a mesma intensidade
Que sorrimos por tórridos instantes
E que a morfina desencanto nos é tranquilizante
Esquecemos finalmente do que fomos antes
Nos encantamos na rua por outro semblante
De repente, não existe mais qualquer saudade
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